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A importância da representatividade em Ludmilla e IZA para as mulheres pretas

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A importância da representatividade de Ludmilla e IZA para as mulheres pretas
Foto: Reprodução/Instagram
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A representatividade de pessoas pretas no topo dos principais e populares spots da mídia vem ganhando cada vez mais espaço durante os últimos anos no mundo inteiro. Ainda que a representação não se dê de forma equiparada, em uma tentativa de recuperar décadas de falta de representatividade na mídia, os últimos anos têm sido importantes na mudança em programas de televisão, filmes, séries e principalmente no mundo da música, locais dos quais estamos sendo conectados com um número maior maior de pessoas pretas. No Brasil, temos grandes exemplos de artistas que usam de sua plataforma midiática para ajudar e encorajar novas pessoas para que conquistem o que sempre sonharam.

No mundo da música, as cantoras Ludmilla e IZA são grandes referências para muitos pretos e pretas que se veem representados por onde elas passam. Elas usam suas redes sociais, que no total somam mais de 45 milhões de pessoas, como uma ferramenta de voz para levar informação e mostrar que sim, podemos estar ocupando os melhores lugares.

Ludmilla começou a escrever sua história bem cedo no mundo da música. Ela, que no começo da carreira cantou e levou alegria para diversos bailes de comunidade, hoje é primeira mulher preta com 1 bilhão de streams no Spotify Latino. Ludmilla já deixou bem claro que Beyoncé é sua maior referência musical. Ela se inspira em looks, cabelos, performances e demonstra seu carinho por Bey nas redes sociais. Essa paixão da cantora carioca por uma das maiores artistas pop do mundo é mesma representatividade que Sulamara Miranda enxerga em Ludmilla. Mulher preta, empoderada e psicóloga formada, ela conta que a cantora passa uma força e ajuda ela conquistar os sonhos:

Me sinto representada por ela, porque além do talento, e personalidade marcante, a história de vidas é incrível. A mulher preta é cobrada infinitas vezes mais. E poder ver ela se apresentando, crescendo, tomando o espaço que merece, é se sentir representada. É ver, torcer pelo sucesso, se inspirar em roupas, cabelos, maquiagens. Quando ela conta a trajetória, a gente se identifica, e nos dá força para conquistar os nossos sonhos mesmo com toda dificuldade da caminhada”, escreveu Sulamara.

A representatividade de Ludmilla nas redes sociais e programas de TV fez com que a mineira Camila Silva buscasse ainda mais forças para concluir a faculdade de Psicologia. Ela conta que tudo isso é uma força de inspirar várias outas mulheres.

Ver a Ludmilla conquistando as principais paradas do mundo é uma forma de mostrar inspiração para outras mulheres pretas. Nos deixa com mais esperança de que podemos conquistar e fazer o que quisermos. Me formei em Psicologia e fui uma das poucas mulheres pretas que conquistou o tão sonhado diploma em minha faculdade. Espero que isso mude cada vez mais, e que possamos ver essas mulheres nos melhores cargos do mundo.”, escreveu Camila Silva.

Quando falamos de uma mulher preta poderosa, não podemos deixar de falar da IZA. Aos 30 anos de idade, ela é considerada uma das maiores cantoras do Brasil. A cantora carioca deixou a carreira de publicitária para se dedicar totalmente à música e ao seu lado musical. Ela só não imaginava o quanto sua colaboração para a cultura brasileira iria ser muito mais além disso. A cantora carioca coloca em suas letras o poder da música preta e a importância dela na sociedade. IZA também está toda semana na tela da Rede Globo no programa The Voice Brasil.

Em sua primeira apresentação no maior festival de música do Brasil, o Rock in Rio, IZA levou ao palco uma pequena garota dançarina que foi um dos pontos mais fortes da edição de 2019. Luara, de 9 anos, viu IZA como uma referência e vem seguindo sua carreira de dançarina e ganhando ainda mais notoriedade após a grande apresentação do Rock in Rio. Além de Luara, Samara Miranda também enxerga em IZA como uma grande representatividade para todas as mulheres pretas.

Eu lembro a primeira vez que vi a Iza e eu pensei: ‘Caramba, que mulher’. Ela provocou um espanto positivo de olhar e se sentir representada por alguém que há muitos anos, eu como mulher preta de origem periférica e da comunicação, não via nos principais lugares. Eu acho que há muitos anos eu não via uma mulher com esse potencial, com tamanha presença e representatividade com essa força. A forma como ela se expressa diz muito por ela.

Além do cabelo, salto, biquíni e poder ver na Iza uma mulher que tem umas curvas e a gente olhar e dizer ‘isso é ótimo’. Eu espero muito que outras meninas não passem pelo embranquecimento igual eu passei por ter estudado, as pessoa te embranquecem para poder aceitar seu diploma. Eu passei com problemas no meu cabelo, de não me aceitar e me ver. A comunicação, ela é física e visual, mas é uma comunicação de sentidos.”, escreveu Samara.

A comunicação visual de IZA com seus admiradores também fez com que Re Ramos se apaixonasse mais ainda pela cantora. Ela conta que toda representatividade e o poder de IZA faz com que ela não desista de correr atrás de seus sonhos.

A importância da cantora IZA vai muito além da música. É mais sobre sua essência, é sobre ela ser mulher e negra. Ela conseguiu chegar em uma grande posição no mercado brasileiro, e isso faz com que nós mulheres negras não desistimos dos nossos sonhos. IZA é importante e essencial para o mundo, não só pelo seu trabalho, mas pelo que ela prega e defende.”, escreveu Re.

Precisamos cada vez mais de outras ‘Ludmillas‘, ‘Izas‘ e tantas outras potências femininas estampando capas de revista, sendo número #1 nas plataformas digitais, para que outras pessoas se sintam representadas e inspiradas a se tornar aquilo que sempre sonharam. Ter essas pessoas ocupando espaços torna mais possível e mostra que além de conseguirmos, nós precisamos ocupar esses lugares. Muito obrigado, Ludmilla e IZA!

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