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Tool hipnotiza o Lollapalooza Brasil 2025 com show intenso e enigmático

Banda entrega um show sem concessões e conquista a plateia com sua complexidade sonora

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Foto: Grupo Approach

No domingo (30), o Lollapalooza Brasil 2025 recebeu uma das apresentações mais intrigantes e hipnóticas de sua história. O Tool, banda de Los Angeles formada em 1990, finalmente fez sua estreia nos palcos brasileiros, entregando um espetáculo sensorial que desafiou o público do festival.

Tool hipnotiza o Lollapalooza Brasil 2025 com show intenso e enigmático

O show começou com uma atmosfera contemplativa, com boa parte dos presentes sentados na grama em frente ao palco Samsung, mas essa tranquilidade não durou muito. Assim que o baixo de Justin Chancellor ressoou de forma poderosa, os espectadores entenderam que a experiência exigia mais do que apenas contemplação. A jornada sonora do Tool se desenrolou como um enigma, onde cada música longa e densa demandava imersão total.

A performance seguiu a proposta enigmática da banda: sem telões mostrando os músicos, sem discursos emocionados ou pausas entre as canções. No palco, projeções psicodélicas e visuais abstratos ajudaram a compor a estética característica do grupo, tornando a experiência ainda mais imersiva.

Maynard James Keenan, conhecido por sua presença de palco peculiar, permaneceu discreto na penumbra, escondido no fundo do palco. Esse posicionamento reforçou o foco na sua impressionante versatilidade vocal, um dos grandes destaques da noite. Enquanto isso, Danny Carey, posicionado estrategicamente com sua bateria ao centro, mostrou por que é considerado um dos maiores bateristas do gênero, entregando precisão e energia excepcionais.

Tool hipnotiza o Lollapalooza Brasil 2025 com show intenso e enigmático
Tool hipnotiza o Lollapalooza Brasil 2025 com show intenso e enigmático

O setlist passeou por diferentes fases da banda, oferecendo um resumo dos seus 35 anos de trajetória. Desde a pegada heavy metal do álbum de estreia Undertow (1993) até a abordagem mais progressiva e experimental de Fear Inoculum (2019), o Tool demonstrou sua capacidade de evolução ao longo das décadas. Como uma surpresa especial para os fãs brasileiros, a guitarrista Jéssica di Falchi, ex-integrante da Crypta, subiu ao palco para uma participação em Jambi, do álbum 10,000 Days (2006), em um dos momentos mais celebrados da noite.

Sem hits óbvios e sem concessões à cultura do imediatismo, o Tool desafiou uma plateia acostumada a consumir apenas refrões virais. O público, majoritariamente trajado com camisetas pretas de bandas de rock, recebeu a apresentação como uma experiência única. “É um conceito legal. Eu não vi muito o vocalista, mas é um consolo ouvir a boa música. Valeu demais”, comentou Luciana Secco, 47, que trouxe sua filha Isabela, 17, para conhecer o Tool ao vivo.

A performance de 90 minutos pode ter sido a menos numerosa entre os headliners do palco Samsung, mas foi uma das mais impactantes artisticamente. Para aqueles que abriram mão de garantir um lugar privilegiado para Justin Timberlake no palco principal, a experiência sensorial proporcionada pelo Tool valeu cada segundo. A banda reafirmou sua identidade única, provando que, mesmo sem concessões ao formato convencional de shows, ainda consegue hipnotizar e marcar uma geração com sua música enigmática e intensa.

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