Após mais de duas décadas de espera, Nicole Scherzinger, Ashley Roberts e Kimberly Wyatt se apresentaram pela primeira vez no país com a “PCD Forever Tour”, em São Paulo, em uma noite marcada por nostalgia, coreografias e referências à cultura brasileira.
Depois de mais de 20 anos dominando as pistas de dança e os videoclipes dos anos 2000, as Pussycat Dolls finalmente encontraram o público brasileiro. O grupo fez sua estreia no país na última sexta-feira (30), no Nubank Parque, em São Paulo, com a “PCD Forever Tour”, turnê que celebra os 20 anos de seu álbum de estreia, lançado em 2005.
A reunião trouxe ao palco Nicole Scherzinger, Ashley Roberts e Kimberly Wyatt, formação que retomou alguns dos elementos responsáveis por transformar o grupo em um dos grandes nomes do pop internacional. Com figurinos personalizados nas cores verde e amarelo, bailarinos e coreografias que marcaram uma geração, as artistas abriram a apresentação ao som de “When I Grow Up”, dando início a uma sequência de sucessos aguardados pelos fãs brasileiros.
O repertório passeou por diferentes fases da carreira, incluindo músicas como “Buttons”, “Don’t Cha”, “Stickwitu” e “I Hate This Part”. A apresentação também contou com momentos individuais das integrantes, que tiveram espaço para mostrar performances ligadas às suas carreiras e personalidades artísticas. Nicole, principal voz do grupo, concentrou boa parte dos momentos vocais, enquanto Ashley e Kimberly reforçaram a identidade performática que sempre acompanhou o projeto.

Um dos momentos mais comentados da noite aconteceu durante “Buttons”, quando algumas pessoas da plateia foram convidadas a subir ao palco para reproduzir a coreografia icônica da música. A participação aproximou ainda mais o grupo dos fãs, que esperaram por décadas para finalmente acompanhar os sucessos ao vivo.
Na reta final, as Pussycat Dolls também fizeram questão de celebrar a conexão com o Brasil. Além das referências visuais e das interações com o público, o encerramento de “Don’t Cha” ganhou um toque especial com a participação de integrantes de uma escola de samba, incluindo ritmistas e rainhas de bateria. A mistura levou elementos do samba para uma das performances mais conhecidas do trio e encerrou a apresentação com uma referência direta à cultura brasileira.

Apesar da recepção entusiasmada do público, o retorno também dividiu opiniões entre os críticos. Enquanto parte da imprensa destacou a força nostálgica do repertório e a emoção de finalmente ver o grupo no país, outras avaliações apontaram que a produção poderia ter sido mais grandiosa diante da importância das Pussycat Dolls para o pop dos anos 2000. A estrutura mais enxuta e os momentos que interromperam o ritmo da apresentação apareceram entre as ressalvas.
Ainda assim, a estreia brasileira representou um encontro aguardado por uma geração que acompanhou o grupo pela televisão, pelos videoclipes e pelas premiações internacionais. Mais do que revisitar músicas que atravessaram os anos, a passagem das Pussycat Dolls por São Paulo colocou no mesmo palco algumas das coreografias e refrões que ajudaram a definir uma era do pop.
