Cantor também falou sobre o rompimento com Cleo, a crise financeira e o prejuízo envolvendo o filme “Descontrole”
Fiuk voltou a falar publicamente sobre a relação com Fábio Jr. e afirmou que foi “deserdado” pelo pai. Em entrevista ao programa Pânico, repercutida na segunda-feira (17 de agosto), o cantor também disse que não mantém mais vínculo com a irmã, Cleo, e relacionou o momento familiar à decisão de abandonar a imagem de que tudo estava bem em sua vida.
A declaração apareceu durante um desabafo sobre identidade, cobranças e recomeços. Sem apresentar detalhes sobre o uso da palavra “deserdado” ou sobre uma eventual decisão formal de Fábio Jr., Fiuk afirmou que não pretende mais conduzir sua trajetória com o objetivo de corresponder às expectativas de outras pessoas.
“Meu pai já me deserdou. Minha irmã… Não tenho que agradar mais ninguém”, declarou.
Na conversa, o artista adotou o apelido “Fiukera” para simbolizar essa nova fase. Segundo ele, parte do peso carregado ao longo dos anos estava ligada à necessidade de preservar uma aparência de estabilidade, especialmente por ser integrante de uma família conhecida nacionalmente.
“Agora eu sou Fiukera, mano. Agora esquece. Eu não tenho mais fardo para carregar”, disse. Na sequência, Fiuk afirmou que está disposto a começar novamente quantas vezes forem necessárias e que não quer mais sustentar a “pose de ser rico” ou de estar sempre bem.
O relato dá continuidade a uma série de declarações feitas pelo cantor nos últimos dias. Em um vídeo divulgado na sexta-feira (14 de agosto), Fiuk admitiu que enfrenta dificuldades financeiras, disse precisar de ajuda e anunciou que pretende retomar os shows, reorganizar a carreira e vender bens para equilibrar as contas.
Entre os itens colocados à venda está um de seus carros. Piloto de drift e apaixonado pelo automobilismo, o artista construiu parte de sua imagem pública em torno dos veículos e das competições, universo que também inspirou o projeto cinematográfico Descontrole.
Fiuk afirma que investiu recursos próprios no longa-metragem, produção anunciada inicialmente com orçamento superior a R$ 20 milhões. O filme teria o drift como tema central e começou a ser gravado em 2024, com cenas realizadas em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
De acordo com a versão apresentada pelo cantor, ele acabou retirado do projeto e ficou com o prejuízo do investimento. A história, porém, já foi alvo de versões diferentes nos bastidores: representantes ligados à produção contestaram anteriormente as acusações de Fiuk e disseram que as declarações do artista não correspondiam aos fatos. O impasse envolvendo o longa se tornou um dos pontos centrais da crise profissional e financeira relatada por ele.
O afastamento de Fábio Jr. também não surgiu agora. Em dezembro de 2025, Fiuk lançou a música Celebridade, faixa de tom confessional na qual aborda a pressão de crescer sob os holofotes, conflitos familiares e questões de saúde mental. Em um dos versos, ele chama o pai de “narcisista”.
Durante a participação no Pânico, o cantor afirmou que passou anos tentando aproximar integrantes da família que já não se falavam. Ao mencionar Cleo, relembrou uma antiga declaração atribuída à irmã sobre a relação dela com Fábio Jr. e questionou por que acabou responsabilizado pelos conflitos familiares.
Dias antes da entrevista, Fiuk já havia afirmado que não tem mais uma relação com o pai nem com Cleo. Na ocasião, ressaltou que não pretendia iniciar uma guerra pública ou apontar culpados, mas contar sua própria versão depois de anos tentando preservar a imagem da família.
Ao encerrar o novo desabafo, Fiuk reforçou que deseja se reconhecer para além do papel de filho de Fábio Jr. Para o artista, admitir os rompimentos e as dificuldades financeiras faz parte de uma tentativa de reconstrução pessoal e profissional sem a obrigação de aparentar uma realidade diferente daquela que afirma viver atualmente.