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Aline Wirley fala sobre nova fase musical: ‘é o som de uma Aline madura’

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Aline Wirley fala sobre nova fase musical: 'é o som de uma Aline madura'
Foto: Vinicius Mochizuki
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“Indômita”, segundo o dicionário, é o feminino de indômito. O mesmo que: brava e altiva. Assim descreve a poderosa voz de Aline Wirley no seu primeiro trabalho solo longe do Rouge. Chamado de “Indômita”, o disco nos mostra um lado mais maduro da cantora, diferente do que estamos acostumado em seu trabalho com a girl Grupo.

Em um bate papo exclusivo como Hashtag Pop, Aline contou sobre o processo de criação do disco, suas influências, grupo Rouge e como tem enfrentado a pandemia da covid-19 nos últimos meses.

Hashtag Pop – Primeiramente como você está e o que tem feito para ocupar a cabeça neste período de pandemia?

Aline Wirley:
Tem sido um período complicado e de tantas incertezas. O início da pandemia foi muito difícil para todos nós, digo mentalmente. E sei que somos privilegiadíssimos diante da realidade de tantos brasileiros. Foi preciso encontrar o eixo. Ao mesmo tempo, eu aproveitei para trabalhar, mesmo remotamente, e preparar o lançamento de Indômita. Para mim era muito importante dividir esse álbum com o público. E eu fiquei feliz demais com essa realização. Tirando isso, foi um período totalmente focado para a família, para o meu núcleo: eu, Igor e Antônio. Ficamos no ninho. Um zelando pelo o outro. E assim tem sido desde então.

Hashtag Pop – Sua marcante voz nos presenteou com o brilhante álbum “Indômita”. O disco mistura estilos e mostra sua personalidade de uma maneira forte. Como foi o processo de composição e gravação do trabalho?

Aline Wirley: Indômita é um álbum totalmente independente. Levei pouco mais de três anos para finalizar. E foi um trabalho de imersão, de experimentação e troca com outros artistas que participaram desse processo. E o álbum ficou exatamente do jeito que eu queria. Quando o ouço, sinto muito orgulho. Não é o som que o público que me conhece está acostumado, mas é o som de uma Aline madura, mais consciente artisticamente e que quis colocar para fora sentimentos e reflexões.

Hashtag Pop – O álbum aborda importantes pautas como o feminismo e racismo. Como é para você se expressar e representar muitas mulheres pretas através da música?

Aline Wirley: É uma honra ser uma artista preta. Uma honra maior ainda honrar a minha ancestralidade e todas essas mulheres pretas que lutam todos os dias por um mundo mais justo e livre de preconceito. Minha música é parte da minha alma. Foi um processo muito intenso esse álbum, com muitas reflexões, angústias e um processo de autoconhecimento. Descobri muito sobre mim como mulher e como mulher preta. E tenho orgulho de dividir essas músicas com o público.

Foto: Divulgação/Instagram
Foto: Divulgação/Instagram

Hashtag Pop – Você sempre mostrou gratidão pelo grupo Rouge. Prova disso, foi a nova versão do sucesso “Ragatanga” disponível no álbum. Qual foi uma das grandes experiências com o Rouge que você vai levar para sua carreira solo?

Aline Wirley: Rouge mudou o rumo da minha vida e eu serei eternamente grata. Ele me deu a oportunidade de eu viver daquilo que amo: cantar. Ele me deu a oportunidade de ter uma audiência para quem dividir os meus sonhos e projetos. E aquele frio na barriga lá da primeira audição, ele segue comigo. Fiquei ansiosa com o lançamento de Indômita. Parecia que eu estava lá naquele dia em que escolheram as cinco integrantes do Rouge. E esse sentimento sempre vai seguir comigo.

Hashtag Pop Para finalizar, deixe um recado para seus fãs.

Aline Wirley: Quero agradecer a cada um de vocês que ouviram o álbum, a todas as mensagens carinhosas que recebi. Meu trabalho só tem sentido com essa troca. Muito obrigada!

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